Huawei cutuca Google sobre novos apps: ‘Anúncios não nos importam’

Tecnologia

Depois de ser banida de utilizar o ecossistema da Google em seus smartphones, a fabricante Huawei está disposta a comprar a briga contra a gigante. De acordo com o site Business Insider, a empresa vai investir US$ 26 milhões no desenvolvimento de aplicativos alternativos aos serviços da antiga parceira.

O plano foi detalhado durante um evento em Londres no dia 15 de janeiro, quando executivos da companhia se reuniram com a imprensa para falar sobre os próximos passos em um dos principais mercados internacionais da chinesa. Desenvolvedores britânicos devem ser bastante visados no projeto.

Segundo o vice-presidente de serviços para o consumidor na Europa, Jamie Gonzalo, a Huawei vai construir um ecossistema de apps menos invasivo do que o atual do Android, com menos spam e notificações. “Isso é muito bom de um ponto de vista da privacidade. Anúncios não são importantes para nós”, alfineta o executivo, indiretamente citando o que ocorre com a Google.

 

Um passo de cada vez

Para explicar na prática o que é esse funcionamento mais privado, Gonzalo deu um exemplo simples. Quando você assiste a um filme como Exterminador do Futuro e o smartphone coleta essa informação, logo você começa a receber anúncios em forma de banners e notificações a respeito, direcionados inclusive para a sua faixa etária e perfil de consumo. No lugar, a Huawei forneceria no máximo alternativas úteis, como a possibilidade de ouvir a trilha sonora ou baixar o game adaptado do longa-metragem.

Curiosamente, privacidade é exatamente o que está no centro dessa briga com os EUA: a Huawei é acusada de ser uma espiã a mando do governo chinês, supostamente utilizando a estrutura e os dispositivos para coletar informações.

Recentemente, a Huawei fechou uma parceria com a TomTom para fornecer o app de mapas da companhia em seus dispositivos móveis. Anteriormente, ela construiu um sistema operacional inteiro, o Harmony, ainda fora de uso em celulares. Atualmente, a empresa utiliza uma versão de código aberto do Android em seus lançamentos. Nela, já consta uma loja de aplicativos da própria fabricante com alguns dos principais serviços do mercado.

 

Fonte: TecMundo

WhatsApp chat